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Page history last edited by Luciana Peres 2 years, 10 months ago

 

Educação de Pessoas com necessidades  de Educação Especial

 

Professora:Daniela Corte Real

 

Dossiê de Relatos de Experiências 

 

      Gostaria de relatar uma situação que está acontecendo em uma escola municipal de Canoas com uma colega que está no seu estágio probatório e por consequência tem pouca experiência na àrea de educação.

     Conversei com a professora que chamarei de "Maria",para preservar sua identidade,ela tem 26 anos de idade e mora em Sapucaia,perguntei sobre a situação que a mesma vivência com relação a uma inclusão em sala de aula.

     Ela contou-me que possui uma turma de terceira série do ensino fundamental  de oito anos,são 35 alunos sendo que um deles apresenta deficiência visual entre outros com déficit de atenção e hiperatividade.Este aluno cego tem 10 anos e ainda está na fase de alfabetização na escola de braile,perdeu sua visão aos sete anos de idade.

     A professora diz que tem encontrado muitas dificuldades com relação ao seu aluno com deficiência visual,primeiro porque ela não conhece o "braile",e também ela não tem apoio de alguém especializado que saiba lidar melhor com aquela situação que lhe foi praticamenta imposta.

     A professora por si só está buscando ajuda de formas diferentes,com a sua criatividade organizou atividades diferenciadas para este aluno,atividades que fossem do seu enteresse e que tivessem algum significado para ele,como trabalhos em cola relevo,massinha de modelar,folha pontilhada com furos,etc...ela contou-me também que acabou de se matricular em um curso que acontecerá à distância com duração de 120 horas onde a ênfase será para alunos com deficiência visual.

     E m suma a professora acredita que a inclusão é importante.Mas o que se deve levar em consideração é, "como" se dará esta inclusão?

     Pois para ela a inclusão deve ocorrer de forma qualificada e prazeirosa,e os professores na maioria não estão nem preparados nem qualificados. 

     Após ter conversado com a professora "Maria" percebi que a inclusão não é nada fácil e que talvez nunca estejamos completamente preparados ou até mesmo qualificados para trabalharmos com a inclusão dentro da sala de aula,mas esta é uma situação que vem se apresentando para muitos professores e na minha opinião devemos encará-las de frente e com braços abertos pois só assim um dia,poderemos nos considerar um pouquinho que seja "preparados" para trabalharmos com estas crianças e poder oferecer o melhor possível,dentro das nossas possibilidades e dentro das possibilidades dos novos alunos.

     A inclusão para mim é muito importante sim,e nós professores temos que estar preparados pelo menos psicologicamente para essa nova etapa que a àrea da educação está nos trazendo.

 

   Luciana Patricia da S.Peres

 

 

 

 

                                      Dossiê de Inclusão: Unidade 2

 

 

 

     Trabalho em uma escola da rede Municipal de Esteio,E.M.E.I. Colorindo o Aprender escila de educação infantil.

     Eu trabalho nesta escola na parte da tarde e lá ja existe sim a presença de alunos com necessidades educativas especiais.

     A E.M.E.I. Colorindo o Aprender possui um total de 194 alunos sendo que a grande maioria  fica na escola em turno integral,alguns ficam só na parte da tarde e outros ficam somente na parte da manhã, a escola oferece atendimento a partir do berçãrio até o jardim.

     O corpo docente é formado por 31 professores, onde a grande maioria são profissionais já formados e possui também a presença de 10 estagiárias do curso de Pedagogia.

     Nesta escola possuimos 2 crianças que necessitam de um atendimento especial,são crianças com problemas de saúde.Uma delas tem "Síndrome de Down" e a outra criança tem "Autismo",Em vista destas necessidades temos uma estagiária pela manhã e outra pela tarde auxiliando os professores em sala de aula.

     Na minha opinião a inclusão é sim uma ação política,cultural,social e pedagógica, desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discriminação, como diz o documento elaborado pelo grupo de trabalho nomeado pela Portaria n° 555/2007, prorrogada pela Portaria n°948/2007, entregue ao Ministro de Educação em 07 de janeiro de 2008, que se chama:"Política Nacional de Educação especial na perspectiva da educação inclusiva".

     Em contra partida com o que diz o documento,infelizmente as escolas não estão tendo o apoio e a atenção necessária para dar conta de um assunto tão importante e que ja faz parte da realidade de quase todas as escolas da rede pública.

     A LEI N° 9394/96-Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-1996, no capítulo V, onde fala especificamente sobre a educação Especial, diz no artigo 58,parágrafo 1° , que haverá quando necessário,serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender as peculiaridades da clientela de Educação Especial, só que issso não ocorre na realidade da escola,não existem professores "especializados" e nem "capacitados" para atenderem essas crianças de educação especial.O que está acontecendo  na maioria das escolas inclusive nesta escola em que trabalho,é que estão chegando as crianças com necessidades de educação especial e estão sendo colocadas nas turmas sem nenhum apoio externo, o professor tem que aceitar aquela criança,pois ela tem o direito de estar ali, e o educador tem que dar conta da turma como um todo e em especial daquela criança que necessitaria de um atendimento especializado, mas na verdade é o professor sozinho que "tem que se virar", usar a criatividade para pensar em atividades para a turma dos ditos "normais" e também pensar em atividades específicas para as crianças que possui a necessidade de educação especial.

     Enfim, até agora o que pude observar é que as Leis já existem e estão sendo colocadas em ´prática, mas esta faltando todo o resto, que seria: apoio para as escolas que são obrigadas a absorver estes novos alunos, falta apoio para aquele professor que já possui turmas gigantescas e tem que aceitar o aluno com deficiência, neste caso a Lei não é cumprida pois as turmas que eu conheço tem número bem maior que deveria ter e a direção da escola diz que não pode fazer nada.

     Infelizmente é assim que as coisas acontecem no Brasil, eu particularmente acreditp que a inclusão não está sendo feita de forma correta, existem crianças que tem condições de estarem frequentando uma escola na rede de ensino sim, mas tem outras que precisam para o seu bem estar de uma escola especial, especializada, com turmas com um número bem reduzido de educandos o que não acontece na nossa realidade do ensino público.

     Tenho observado também que os educadores estão se esforçando ao máximo para oferecer uma educação de qualidade dentrode suas possibilidades, tentando sempre aprender mais, buscando novas informações e pedindo auxílio e ajuda para fazer um bom trabalho com estas crianças de educação especial, sem nunca esquecer das crianças que não apresentam tantos problemas de aprendizagens, pois estas também merecem toda a atenção do seu professor.

 

                                Luciana Peres

 

 

 

 

 

 

            Dossiê de Inclusão : Unidade  3

 

 

 

     PARTE   A)

 

     Realizei duas pesquisas sobre Educação Especial, uma em minha escola e outra é do Município de Gravataí.

     A pesquisa que realizei na minha própria escola foi de um jeito informal, através de conversas com a minha diretora e com a vice-diretora, questionei quanto a educação especial no nosso municipio, se elas poderiam me descrever quais os serviços especializados que existiam no mesmo e quantos alunos eram atendidos por estes serviços.

    Neste caso não obtive muitas novas informações pois elas não souberam me responder, apenas que um dos serviços especializados que temos em nossa escola é o serviço de orientação.

    O serviço de orientação procura auxiliar em quaisquer dificuldades encontradas no cotidiano da escola, tanto dos alunos, como também auxiliar os professores que possuem alunos com dificuldades de aprendizagem e também de comportamento e outros que possam surgir, inclusive assuntos abordados com as famílias.

    Quanto ao número de alunos que são atendidos por este tipo de serviço, elas só puderam me informar o número de alunos que eram atendidos em nossa escola que são dois, estes alunos da própria escola tem o atendimento da própria professora que não tem formação em educação especial, mas que precisa achar formas de incluir estes alunos na rotina diária da sala de aula, procurando trazer ela mesma materiais diferenciados para que estes alunos sintam-se realmente incluidos na turma.

    Enfim nós educadores não temos por parte do próprio municipio uma formação continuada que nos dê apoio e subsídios para trabalhar-mos com estes novos alunos que estão chegando à escola.

    Com esta interdisciplina aprendi que as Leis já existem e que os educandos com necessidades especiais tem os seus direitos e que eles estão bem resguardados pela própria lei, e que esta é muito "linda" e "completa"...só que na minha opinião estão esquecendo um ponto que é de suma importância para que tudo dê certo, que é de capacitar melhor o professor, como diz no texto:

 

    "Sessão especial-Políticas de Melhoria na escola Pública para todos: tensões atuais", de Rosângela Gaviolli Prieto.

 

    "Quanto à organização dos referidos serviços, a Resolução 2/01, prevê como apoio pedagógico especializado disponíveis as classes comuns: o professor especializado em educação especial; professores-intérpretes das linguagens e códigos aplicáveis; atuação de professores e outros profissionais itinerantes intra e interinstitucionalmente; outros apoios necessários a aprendizagem ; a locomoção e a comunicação e salas de recursos(art.8°,IVeV).

 

     Só nos resta como educadores tentar fazer o melhor possível para estes alunos de educação especial, e lutar para que a inclusão seja completa e que tenhamos em nossas escolas todos estes apoios que a Lei prevê.

 

 

 

 

     PARTE B)

 

     A atividade consiste na realizaçãode uma pesquisa (Estudo de Caso) com um sujeito com necessidades educacionais especiais de sua escolha.

 

 

 

                                                         Relato:

 

    Para a realização desta atividade, escolhi fazer um estudo de caso com um aluno que possui deficiência visual, não irei citar seu nome, somente que ele estuda em uma escola no município de Canoas e que a sua professora é minha colega no turno da tarde e por este motivo temos contato diário eu e ela, me chamou muito a atenção e causa-me muita curiosidade este caso, pois minha colega, assim como eu, não tem formação especializada e também nunca havia trabalhado com um aluno cego.

    Como o Estudo de Caso visa a descoberta, para mim este caso será perfeito para tal, pois com certeza me trará muitas aprendizagens não pessoalmente pois não convivo com este aluno, mas através da minha colega que está aprendendo a lidar com esta nova situação e que compartilha comigo as suas próprias descobertas, as suas aprendizagens e também os seus medos.

    Minha colega a princípio ficou "apavorada" em saber que teria um aluno cego, ficou sem saber o que fazer em prol daquele aluno, mas a equipe diretiva daquela escola insistiu que ela teria condições de realizar um bom trabalho com o mesmo.

    Ela me contou que passou horas em sua casa pensando:

O que eu vou fazer?

Quais atividades eu posso aplicar?

Como o meu aluno irá realizar as atividades?

    Com o passar so tempo esta minha colega pôde observar que este aluno era muito inteligente e que ele não havia nascido cego, havia perdido a visão aos 11 anos de idade e que estava tentando voltar a vida normal, frequentar a escola para ele era muito importante e ela começou a "criar" sozinha atividades para que este aluno pudesse se sentir realmente incluido naquela turma e que como todos os alunos ele também deveria ter responsabilidades com as atividades.

    Esses dias ela me contou que o seu aluno com deficiência visual não poderia ficar "sem fazer nada", porque ele é bem agitado, mexe em tudo e balança os braços como um "polvo",como ele senta perto da mesa dela ele passa a mão em tudo, derruba as coisas tentando descobrir o que tem ali, não é tão "coitadinho" como ela e a maioria das pessoas pensam quando vêem alguém cego, é uma criança normal e até um pouco bagunceiro demais disse ela.

    Eu sei que ao longo do ano teremos muitas outras novas situações de aprendizagem, é muito bom poder trocar experiências com os colegas também é uma forma de aprender,

observando a tamanha criatividade de minha colega, quando ele mesma criou atividades com massinha de modelar, com objetos geométricos para serem "apalpados" ou "tateados", atividades em folha de ofício "furadinha" com agulha por ela mesma. etc.

    Aprendi principalmente que sem a dedicação  dos professores a inclusão não seria possível,´pois somos nós os verdadeiros responsáveis por estes educandos com necessidades especiais no dia-a-dia da escola...

 

 

                            Deficiência Física-Unidade  4 

 

 

 

        1) Dados de identificação do sujeito:

 

        Nome:"A.B".,11 anos de idade,sua situação familiar é comum a muitos dos brasileiros, o menino é criado somente pela mãe, que trabalha como diarista, realizando faxinas, sua família é muito carente, não possuem muitos recursos financeiros e também não tem muitas informações de como ajudá-lo em seu problema físico.

        "A.B." perdeu a visão aos 7 anos de idade, quando brincava em uma mesa de "isnuk", e acidentalmente acertaram-lhe um dos "tacos de isnuk" em um dos seus olhos, mas infelizmente comprometeu também a visão do outro olho e ele acabou ficando totalmente cego, quando ocorreu o acidente A.B. ele ainda não havia frequentado a escola, por tanto, não estava alfabetizado.

        A mãe que é uma pessoa muito humilde resolveu procurar ajuda e levou-o até uma escola especializada em pessoas com deficiência visual, onde ele está aprendendo o braile e agora está em fase de alfabetização.

        Realizei algumas pesquisas em relação a este assunto e acabei descobrindo o SAED-Serviço de Arendimento Especializado, o SAED define conceitos de deficiências, o aluno deficiente visual e as adaptações a ele necessárias e também o tratamento social adequado as pessoas com deficiência, e os meios digitais de inclusão.

        O SAED tem como objetivos identificar os níveis de deficiência visual, analizar o desenvolvimento da criança e da cegueira, avaliar as adaptações curriculares para a inclusão, identificar os instrumentos para a elaboração do planejamento participativo e reconhecer conceitos e causas da deficiência visual.      

 

 

 

 

                                                                Autismo - Unidade 5

 

 

 

 

 

     Como nesta unidade estamos iniciando uma trajetória de descoberta que envolve um grupo de alunos que tem sido muito desafiador quanto ao conhecimento psicológico e quanto as práticas pedagógicas .Trata-se de um grupo muito diversificado, que tem recebido diferentes nomes ao longo da história: autismo, psicose infantil, transtorno global entre outros, resolvi nesta unidade, falar então, sobre o que eu aprendi do que é autismo, já que nas outras unidades falei sobre ainclusão de um menino com deficiência visual e não tenho mais contato com a minha colega que relatava sobre esta inclusão, e também porque considerei este novo assunto de suma importância para nós educadores que a qualquer momento poderemos estar vivenciando dentro da nossa sala de aula a inclusão de uma criança com autismo, psicose infantil ou transtorno global.

     Ao realizar a leitura do texto:"Autismo:Atuais interpretações para antigas observações",de Cleonoce Bosa, fiquei fascinada com todas as informações que ele trás, jamais havia lido, estudado ou até mesmo conversado sobre este assunto, por tanto, era uma completa "leiga" no assunto, mas quero muito estar preparada para se um dia eu precisar trabalhar com uma criança que tenha esta síndrome.

     Uma das partes do texto que mais me chamou a atençaõ é quando ele fala que:

     " A literatura psicanalítica enfatiza o papel da função materna e paterna no aparecimento e cristalização da psicose, embora historicamente, haja divergências quanto a afirmação de que a psicose( e por conseguinte, autismo, segundo essa abordadgem) resulta de problemas nessa relação".

     Esta afirmação me fez refletir sobre o assunto e me surgiram algumas dúvidas:

     - Será que os pais tem "culpa" de um filho ser autista ?

     -Será que os pais que não dão atenção suficiente a seus filhos pequenos, estão "ajudando"ele a ter psicose ?

     Eu realmente espero e acredito que não, acredito que por mais difícil que seja a convivência dentro de uma família, como brigas, ofenças, gritos, desleixo com o filho ou até mesmo uma mãe que repale o filho...acredito que estes fatores nãp chegam a aproduzir tais síndromes em uma criança.

     Na verdade, eu acho, na minha total ignorância, que esta síndrome, o autismo é possivelmente, uma consequência de um conjunto de fatores, provavelmente genéticos, que levam determinada geração à maior vulnerabilidade para desenvolver autismo como diz o texto acima citado.

     Para finalizar minhas reflexões  gostaria de utilizar novamente uma parte do texto com a qual concordo plenamente.

 

     " Enfim, o autismo é uma síndrome intrigante porque desafia nosso conhecimento sobre a anatureza humana.Compreender o autismo é abrir caminhos para o entendimento do nosso próprio desenvolvimento.Estudar autismo é ter nas mãos um "laboratório natural" de onde se vislumbra o impacto da privação das relações recíprocas desde cedo na vida.Conviver com o autismo é abdicar de uma só forma de ver o mundo- aquela que nos foi oportunizada desde a infância.É pensar de formas múltiplas e alternativa sem, contudo perder o compromisso com a ciência(consciência)- com a ética, é percorrer caminhos nem sempre equipados com um mapa nas mãos, é falar e ouvir uma outra liguagem, é criar oportunidades de troca e espaço para os nossos saberes e ignorância..." 

 

 

 

 

 

                                                              Unidade- 6

 

                               Comportamentos observáveis na escola sobre:

 

 

 

     _relacionamentos: com professores/as, funcionários, colegas, outros;

     _questões de aprendizagem;

     _avaliação, acessibilidade, adaptações curriculares,

     _movimentos para a inclusão do aluno;

     _envolvimento da família;

 

     Bom, como estamos tratando neste dossiê sobre inclusão de um modo geral gostaria de deixar minha opinião pessoal a respeito do relacionamento que crianças de inclusão têm em relação aos professores.

     Ainda não tive a experiência em minha sala de aula com crianças de inclusão  mas pelo que tenho escutado de meus colegas que estão passando por esta experiência de "inclusão" em suas salas de aula já observei que o relacionamento entre professores e alunos é completamente normal, estas crianças vem para a escola da rede pública com o mesmo entusiasmo,expectativas e desejos que as outras crianças, é claro que devido as suas dificuldades o seu aprendizado diferencia-se dos demais alunos, o professor deve manter um relacionamento de respeito, compreensão e paciência em relação a estes alunos de inclusão, aliás um relacionamento que deve ser para todos, parece as vezes difícil manter um bom relacionamento com uma criança com síndrome de Down ou com deficiência mental mas na verdade não é, eu acho que o relacionamento vai melhorando à partir do conhecimento um do outro(criança/professor).

     Assim se dá também em todos os outros relacionamentos que a criança terá dentro da escola, com os funcionários, colegas e outros; de de uma forma normal onde o tempo só vem a ajudar a melhorar.

     Sobre as questões de aprendizagens, como já estudamos e lemos bastante a esse respeito nesta interdisciplina, ja se sabe que uma criança com Down ou deficiência mental terá muito mais dificuldades em aprender e talvez nunca chegue ao mesmo nível de aprendizagem de uma criança considerada normal.

     A avaliação destas crianças ocorre de uma forma diferenciada, exatamente por suas condições de aprendizagem serem "inferior" das demais crianças, avalia-se o seu crescimento à partir das suas experiências na escola, o que ela demonstra e o que contribui no dia-a-dia, o parâmetro para a avaliação desta criança de inclusão é ela mesma...eu acredito também que este foi um dos motivos para algumas adaptações curriculares, não tenho certeza, mas como a lei para a inclusão ja existe a algum tempo, muitas coisas precisam ser mudadas, inclusive o currículo para que a inclusão ocorra de forma verdadeira.

     Quanto a acessibilidade à escola, me parece que se for do ponto de vista a "inserir" estas crianças na rede pública,isso já esta ocorrendo normalmente,mas se falarmos sobre acessibilidade "física" como por exemplo a utilização do pátio, o portão de entrada, o acesso as salas de aula e o acesso aos banheiros, etc...eu acho que neste ponto as escolas ainda estão deixando muito a desejar, por exemplo na escola em que trabalho, nada foi modificado para poder receber as crianças de inclusão, não temos rampas, não temos banheiros onde um seja reservado para cadeirantes, as portas não tem um tamanho adequado para passar cadeiras de rodas,também não existem classes especiais para estas crianças e infelizmente também não temos aquelas salas multimeios como vimos no vídeo indicado nesta interdisciplina, não possuimos materiais em braile para serem utilizados com crianças deficiêntes visuais, e por aí se vai, são tantas as modificações que deveriam ser feitas que a escola não dá conta, até porque a parte financeira não correspode a tantos empreendimentos e gastos.

     Gostaria também de falar sobre o envolvimento da família nestas questões de inclusão, para mim, pelo que tenho visto, é que os pais ou responsáveis estão somente preocupados com a permanência da criança na escola, não importa se eles vão aprender, se eles se adaptarão ao novo ambiente, parece que o que mais importa para eles é que a criança "fique" na escola, e de preferência o mesmo tempo que as outras crianças e as vezes isso não é o ideal para a inclusão, para mim a inclusão deve ser algo agradável para o aluno, que lhe traga novas aprendizagens, principalmente com a interação com o grupo em que está inserido, a inclusão deve promover o desenvolvimento cognitivo e social da criança de uma forma prazerosa e significativa.

 

 

 

                     Avaliação- Unidade 7 

 

 

     A) Que aproximações existem entre as idéias trazidas nos textos sobre avaliação e seu estudo de caso?

 

     No texto: "A rede de interações como concepção pedagógica:Alternativas no espaço da saçla de aula com alunos em situação de desvantagem, de Lenise Henz Caçula Pistóia, fala sobre modificações curriculares que envolvem desde o planejamento e avaliação até vivências em que os alunos em situação de desvantagem passam a auxiliar e ensinar algo para os outros, isto é reconhecer que existe formas variadas de estar no mundo, que exigem novos posicionamentos em relação à diferença.

Aprender a viver com a diferença é contribuir para a formação da vida do sugeito.

     Eu em meu estudo de caso trouxe algumas idéias que se aproximam das idéias citadas acima, como por exemplo comentei que a avaliação destas crianças ocorre de uma forma diferenciada, exatamente por suas condições de aprendizagem serem "inferior" das demais crianças, avalia-se o seu crescimento à partir das suas experiências na escola, o que ela demonstra e o que ela contribui no dia-a-dia, e o parâmetro para a avaliação desta criança de inclusão é ela mesma...

O texto:"Avaliação e inclusão escolar:Desafios,Conflitos e possibilidades, de Ana Carolina Christofar, também trás idéias muito semelhantes no que diz respeito a avaliação:

     " Diante da heterogeneidade que caracteriza a sala de aula, uma das dificuldades encontradas é a de organizar e possibilitar uma prática pedagógica em que o professor consiga avaliar o aluno tendo-o como parâmetro de si mesmo.Esta tem sido a perspectiva orientadora referente aos processos de avaliação da aprendizagem em consonância com as propostas pedagógicas que visam à inclusão.

 

     B) Refazendo a leitura do meu dossie  não encontrei nenhuma contradição em relação ao que foi mencionado nos textos estudados nem com a própria realidade, os textos lidos falam nas modificações nacessárias para a inclusão, falam sobre acessibilidade, falam sobre a postura do professor perante esta nova situação,etc...a única contradição existente que conheço é que a inclusão que esta na Lei como um direito das crianças com algum tipo de deficiência e cheio de "pompas",onde se fala muito nos apoios que a escola e os professores deveriam receber só existe no papel, porque na prática o professor é que tem que dar conta destas inclusões praticamente sozinho.  

 

     c) A avaliação do sugeito da pesquisa é feito durante o ano através de parecer descritivo, essa avaliação eu acredito que dá conta das possibilidades e competências do sujeito observado, ja que o parecer descritivo é realizado com minúcias, onde o professor descreve o aluno como ser humano e também descreve sobre o seu desenvolvimento relatando os objetivos alcançados até então pelo mesmo.

 

 

CONCLUSÃO:

 

 

 

     À partir do Estudo de Caso, aprendi a pesquisar, a tentar descobrir novas formas de expressar meus sentimentos em relação ao mesmo assunto, neste estudo de caso o assubto principal foi a inclusão, um assunto muito complexo, talvez por ser uma nova questão que se apresenta a área da educação, realizei nele entrevistas e aprendi com outras pessoas, compartilhar nossas experiências e também ouvir as experiências das outras pessoas é muito significativo para nossa própria aprendizagem, pois assim vi o valor que tem essas pessoas e seus ensinamentos, a troca de informações nos faz crescer, pois não perdemos o que temos mas sim ganhamos muito mais, ouvir relatos é como se nós tivéssemos passado por tais situações porque eles semppre vem recheados de detalhes e emoções.

     Enfim através do estudo de caso aprendi a observar, a refletir, a procurar a questionar a querer saber mais e a ter certeza que este é o destino de um bom educador, jamais se acomodar ou aceitar as coisas como elas são, devemos estar sempre nos questionando e também questionando os que nos rodeiam, pois assim o nosso campo de visão tende a aumentar  e a nossa prática pedagógica estará sempre em transformação, para i bem de nós mesmos e de nossos alunos.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comments (5)

fernanda.pead@... said

at 5:46 pm on Apr 20, 2009

Olá, Luciana!
Diante do relato de experiência, pergunto-te: como o professor pode se preparar para trabalhar com a inclusão? Seguindo para a unidade 2, apresentas uma produção textual que evidencia a integração dos dados da escola com pontos relevantes dos textos lidos. Sugiro que menciones as referências abaixo do texto ou crie um link para acessar o conteúdo das leis referidas. Falas na tua reflexão que há crianças que precisam de uma escola especial. Podes comentar mais sobre isto? E como seria uma escola especial? Por fim, no seu wiki pessoal, poderias criar um link no sidebar para o novo pbwiki.
Abraços e bom trabalho!
Fernanda

fernanda.pead@... said

at 8:56 am on May 18, 2009

Bom dia, Luciana!

Assim como outros colegas seus, você enfatiza a necessidade da formação especializada do professor para atender a demanda da Educação Especial. Esta é uma caminhada que vem se consolidando, e você, cursando esta interdisciplina, tem muito a contribuir com sua escola. Sobre os serviços de atendimento especializado, a Secretaria de Educação de seu município deve ter maiores informações, as quais são importantes inclusive para sua escola. Há alunos de Educação Especial em sua escola? Sugiro você visitar o dossiê da Mara, pois seu caso também é de uma criança com deficiência visual. Por fim, a letra em itálico do relato torna o texto pouco legível.
Boa semana!
Abraços,
Fernanda

fernanda.pead@... said

at 7:48 pm on Jun 5, 2009

Boa noite, Luciana!

De uma brincadeira em mesa de snooker, "A.B." perdeu a visão. Está bem objetiva e clara a identificação de seu caso. Sugiro que complementes o dossiê com outros dados, como sua vida escolar, e podes aprofundar os dados sobre a deficiência visual e os atendimentos realizados e serviços utilizados pelo menino.

Um abraço,
Fernanda

Luciana Peres said

at 10:23 pm on Jun 17, 2009

Olá professoras e tutoras achei mais interessante mudar um pouquinho o foco do meu cantinho da inclusão, deixando de falar a respeito do aluno que perdeu a visão porque não tenho mais contato com a professora dele que me passava algumas informações a respeito daquela inclusão.Nesta unidade relatei sobre a inclusão de modo geral porque me permitia expressar minhas opiniões espero que o trabalho tenha ficado bom, sei que tenho muito ainda para aprender sobre inclusão, estou me esforçando para que isso aconteça.Abraços Luciana Peres

fernanda.pead@... said

at 9:17 pm on Jul 12, 2009

Oi Luciana!
As tuas reflexões denotam o envolvimento com a temática desta interdisciplina, apesar de não teres aprofundado mais seu estudo de caso. Sugiro que procures complementar seu estudo de caso conforme indicações de meu último comentário.
Um abraço,
Fernanda

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